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ANUNCIANTES · 4 min de leitura · 13 out 2026

Retail media cresce 38,4% no Brasil: por que sem território é só metade da estratégia

Eduardo Prange
Eduardo Prange
CMO - Chief Marketing Officer

Eduardo Prange é CMO da Alright e CEO e cofundador da Zeeng, plataforma SaaS de social media benchmarking. Cofundador da Seekr, empreendedor Endeavor e professor do MBA de AI e Data Science da PUCRS, é especialista em Creator Economy, inteligência artificial e dados aplicados ao marketing. No @ocaradosrankings, transforma dados em rankings que explicam a influência digital.

O Brasil deve liderar o crescimento global de retail media em 2026, com alta estimada de 38,4%, segundo a eMarketer. No Brasil, o retail media somou cerca de R$ 4,8 bilhões em 2025, segundo o Digital Adspend do IAB Brasil e Ibope. Retail media mostra onde o produto já vende; a leitura territorial mostra onde ele poderia vender e ainda não vende, o que torna as duas abordagens complementares, não substitutas.

Retail media cresce 38,4% no Brasil: por que sem território é só metade da estratégia

O tamanho do movimento

No Adtech & Branding 2026, promovido pelo IAB Brasil em setembro, retail media foi tratado como linha orçamentária fixa, não mais aposta. Segundo o evento, o Brasil deve liderar o crescimento global do canal em 2026, com alta estimada de 38,4%, segundo a Emarketer, e o infográfico oficial do evento apontou R$ 4,8 bilhões em retail media e R$ 4,4 bilhões em DOOH investidos em 2025. Esses mesmos números aparecem no Digital Adspend 2026, do IAB Brasil com o Ibope, que registrou alta de 37% em retail media sobre 2024.

A fala do evento resume a virada de chave do setor: "o ativo deixa de ser apenas o espaço publicitário e passa a ser o conhecimento sobre a audiência".

O que retail media resolve, e o que ele não resolve

Retail media usa o dado de intenção de compra dentro do ambiente do varejista, física ou digital, para vender anúncio próximo à decisão de compra. É eficiente exatamente onde o produto já circula: a prateleira, o app, o site do varejista. O problema é estrutural: ele só enxerga a loja que já existe e o comprador que já chegou até ela.

Isso significa que retail media responde bem a uma pergunta ("como eu vendo mais para quem já está na loja") e não responde a outra, igualmente importante ("onde eu deveria estar vendendo e ainda não estou"). A segunda pergunta é geográfica, e é aí que entra a leitura territorial.

O ponto cego que os dois canais têm em comum

Tanto retail media quanto o grosso do investimento digital de hoje compartilham uma limitação: nenhum dos dois enxerga o país fora de onde já existe infraestrutura de varejo organizado e de inventário digital mapeado. Apenas cerca de 20% dos municípios brasileiros estão disponíveis para ativação direta nas plataformas tradicionais de compra. E o consumo, segundo o IPC Maps 2026, está 54,8% concentrado no interior, contra 28% nas capitais.

Ou seja: o canal que mais cresce hoje é também o que, sozinho, menos enxerga o Brasil que está fora do raio das grandes redes de varejo organizadas.

Como as duas leituras se complementam

Pergunta

Retail media responde

Inteligência territorial responde

Onde o produto já vende bem?

Sim, com dado de ponto de venda

Complementa com potencial de consumo da região

Onde o produto poderia vender e não vende?

Não enxerga

Sim, cruzando consumo, presença e concorrência por praça

Que mensagem funciona em cada praça?

Não trata disso

Sim, com leitura de contexto local

Como medir o incremento de uma nova praça?

Mede dentro da loja existente

Mede com teste de incrementalidade regional

Como aplicar isso na prática

  1. Use retail media para otimizar onde você já está. É o canal certo para converter quem já decidiu ir à loja ou ao app.
  2. Use inteligência territorial para decidir onde abrir a próxima frente. Cruze dados de distribuição com o mapa de consumo por microrregião.
  3. Trate DOOH e mídia regional como a ponte entre os dois. Eles constroem presença de marca nas praças que o retail media ainda não alcança, preparando o terreno para quando a distribuição chegar.
  4. Não compare os dois canais pelo mesmo CPM. Retail media vende proximidade com a compra; mídia regional vende construção de mercado. São investimentos com retorno em prazos diferentes.

Inteligência territorial com execução nacional

A leitura do NexOS, solução de inteligência territorial do ecossistema Alright, mostra onde o consumo existe e ainda não tem presença de marca organizada. A execução acontece em 558 microrregiões e 2.712 municípios, com veículos identificados e relatório aberto por praça. Fale com o time comercial para somar essa leitura ao seu investimento em retail media.

Perguntas frequentes (FAQ)

Quanto deve crescer o retail media no Brasil em 2026?

O Brasil deve liderar o crescimento global do canal, com alta estimada de 38,4%, segundo a eMarketer, apresentada no Adtech & Branding 2026, do IAB Brasil.

Quanto foi investido em retail media no Brasil em 2025?

Cerca de R$ 4,8 bilhões, alta de 37% sobre 2024, segundo o Digital Adspend 2026, do IAB Brasil com o Ibope.

Retail media substitui mídia regional?

Não. Retail media otimiza vendas onde o produto já está disponível. Mídia regional e inteligência territorial ajudam a decidir onde ainda não há presença e existe potencial de consumo.

Por que retail media tem um ponto cego geográfico?

Porque ele só enxerga o comprador dentro do ambiente do varejista que já opera naquela praça, e não capta o potencial de regiões sem a mesma infraestrutura de varejo organizado.

Como decidir onde expandir a presença da marca?

Cruzando dados de distribuição e vendas atuais com o potencial de consumo por microrregião, usando leitura de inteligência territorial.

DOOH entra nessa conta?

Sim. DOOH somou cerca de R$ 4,4 bilhões em 2025 e funciona como ponte de construção de marca nas praças onde o retail media ainda não tem alcance.

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