Glossário de mídia programática: mais de 60 termos explicados em português

Eduardo Prange é CMO da Alright e CEO e cofundador da Zeeng, plataforma SaaS de social media benchmarking. Cofundador da Seekr, empreendedor Endeavor e professor do MBA de AI e Data Science da PUCRS, é especialista em Creator Economy, inteligência artificial e dados aplicados ao marketing. No @ocaradosrankings, transforma dados em rankings que explicam a influência digital.
Mídia programática é a compra e venda automatizada de espaço publicitário digital em tempo real. O vocabulário do setor mistura siglas em inglês, padrões técnicos e jargão comercial, o que dificulta a vida de quem aprova verba sem operar a plataforma. Este glossário reúne os termos que aparecem em reunião, em contrato e em relatório, com definição curta e direta. Atualizado em setembro de 2026.

Como usar este glossário
Os termos estão agrupados por contexto de uso: quem é quem na cadeia, como se negocia, o que se mede, como se controla qualidade, como se segmenta e quais são os formatos. Cada definição foi escrita para ser lida isolada, então você pode saltar direto para o bloco que interessa.
1. Quem é quem na cadeia
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Termo |
O que é |
|---|---|
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DSP (Demand-Side Platform) |
Plataforma usada pelo anunciante para comprar impressões automaticamente em vários veículos. |
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SSP (Supply-Side Platform) |
Plataforma usada pelo veículo para ofertar seu inventário a compradores. |
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Ad Exchange |
Mercado onde as ofertas de compra e venda se encontram e o leilão acontece. |
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Ad Server |
Sistema que decide qual anúncio exibir em cada espaço e registra a entrega. |
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Ad Network |
Rede que agrega inventário de vários veículos e revende ao anunciante como pacote. |
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Trading desk |
Time ou empresa que opera a compra programática em nome do anunciante. |
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Curador (curation) |
Camada que monta pacotes selecionados de inventário, geralmente por contexto ou qualidade. |
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Publisher |
Veículo que produz conteúdo e vende o espaço publicitário da própria audiência. |
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Revendedor (reseller) |
Intermediário que vende inventário de terceiros, acrescentando um nó e uma taxa à cadeia. |
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Rede premium |
Conjunto de veículos identificados, com relação contratual direta e padrões de entrega verificados. |
2. Como se negocia
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Termo |
O que é |
|---|---|
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RTB (Real-Time Bidding) |
Leilão em tempo real que decide, em milissegundos, qual anúncio ocupa a impressão. |
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Leilão aberto (open auction) |
Compra no mercado livre, sem acordo prévio, aberta a qualquer comprador habilitado. |
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PMP (Private Marketplace) |
Leilão privado, restrito a compradores convidados, com inventário identificado e preço mínimo negociado. |
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Deal ID |
Código que identifica um acordo específico entre anunciante e veículo dentro da plataforma. |
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Programmatic Guaranteed (PG) |
Acordo com volume e preço fixados previamente, executado pela via programática. |
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Preferred Deal |
Acordo de preço fixo com direito de preferência, sem garantia de volume. |
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Venda direta |
Negociação comercial tradicional entre anunciante e veículo, sem leilão. |
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Floor price |
Preço mínimo abaixo do qual o veículo não aceita vender a impressão. |
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Bid shading |
Técnica que reduz automaticamente o lance para o valor mínimo necessário para vencer. |
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Take rate |
Parcela do investimento retida pelos intermediários antes de o valor chegar ao veículo. |
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Revenue share |
Percentual da receita que fica com cada parte na relação entre rede e veículo. |
3. O que se mede
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Termo |
O que é |
|---|---|
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Impressão |
Cada exibição de um anúncio, independentemente de ter sido vista ou clicada. |
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Alcance |
Número de pessoas distintas impactadas pela campanha em um período. |
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Frequência |
Média de vezes que cada pessoa foi impactada pela mesma campanha. |
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CPM |
Custo por mil impressões, a métrica base de precificação em mídia display e vídeo. |
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eCPM |
Receita efetiva por mil impressões na ótica do veículo, somando todas as fontes. |
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CPC |
Custo por clique. |
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CPA |
Custo por aquisição ou por conversão. |
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CTR |
Taxa de clique: cliques divididos por impressões. |
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VTR |
Taxa de visualização de vídeo, geralmente medida por percentual assistido. |
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Viewability |
Percentual de impressões efetivamente visíveis na tela, conforme padrão de mercado. |
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Completion rate |
Percentual de vídeos assistidos até o final. |
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Atenção (attention) |
Métrica que estima tempo e qualidade da exposição, além da simples visibilidade. |
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Fill rate |
Percentual do inventário disponível que foi efetivamente vendido. |
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Share of voice |
Participação da marca no total de exposição publicitária de uma categoria ou praça. |
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ROAS |
Retorno sobre o investimento em mídia, medido em receita por real investido. |
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Brand lift |
Estudo que mede variação em lembrança, consideração ou intenção após a campanha. |
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Incrementalidade |
Resultado que existe por causa da campanha, medido contra um grupo de controle. |
4. Qualidade e transparência
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Termo |
O que é |
|---|---|
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ads.txt |
Arquivo público em que o veículo lista quem está autorizado a vender seu inventário. |
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app-ads.txt |
Mesma função do ads.txt, aplicada a aplicativos móveis e de TV conectada. |
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sellers.json |
Arquivo em que a plataforma declara quem são os vendedores que ela representa. |
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SupplyChain object (schain) |
Registro, pedido a pedido, de todos os intermediários por onde a impressão passou. |
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SPO (Supply Path Optimization) |
Prática de escolher os caminhos de compra mais curtos, baratos e auditáveis até o inventário. |
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MFA (Made for Advertising) |
Site criado para gerar impressões, com conteúdo de baixa qualidade e excesso de anúncios. |
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IVT (tráfego inválido) |
Impressões geradas por robôs ou fraude; divide-se em geral (GIVT) e sofisticado (SIVT). |
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Brand safety |
Conjunto de controles para evitar que a marca apareça em ambiente inadequado. |
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Brand suitability |
Evolução do conceito: define o que é adequado para aquela marca, e não apenas o que é proibido. |
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Blocklist |
Lista de sites, termos ou categorias em que a marca não quer aparecer. |
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Lista de inclusão |
Lista de veículos previamente aprovados, em que a campanha pode rodar. |
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Verificação |
Serviço independente que mede viewability, tráfego inválido e adequação de contexto. |
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Log-level data |
Dados brutos de cada impressão, usados para auditar custos e caminho de compra. |
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Unknown delta |
Parcela do investimento que não pode ser atribuída a nenhum participante da cadeia. |
5. Dados e segmentação
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Termo |
O que é |
|---|---|
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First-party data |
Dados coletados diretamente pela própria empresa, com relação e consentimento próprios. |
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Third-party data |
Dados adquiridos de terceiros para segmentação, cada vez mais restritos por regulação. |
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Cookie |
Arquivo no navegador usado historicamente para identificar e acompanhar usuários. |
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ID alternativo |
Identificador que substitui o cookie de terceiros, geralmente baseado em login ou e-mail. |
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Segmentação contextual |
Escolha do ambiente pelo conteúdo da página, sem depender de dado pessoal. |
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Geossegmentação |
Entrega da campanha por recorte geográfico, de país a município. |
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Microrregião |
Agrupamento de municípios vizinhos com dinâmica econômica e de consumo comum. |
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Inteligência territorial |
Planejamento que usa dados geográficos, econômicos e de audiência local como unidade de decisão. |
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Data clean room |
Ambiente seguro onde duas partes cruzam dados sem expor informação individual. |
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Lookalike |
Público construído por semelhança com uma base de clientes existente. |
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Frequency cap |
Limite de quantas vezes a mesma pessoa pode ver o anúncio em um período. |
6. Formatos e entrega
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Termo |
O que é |
|---|---|
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Display |
Anúncio gráfico em formatos padronizados, exibido em páginas e aplicativos. |
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Native |
Anúncio que adota a forma visual do conteúdo em que está inserido, com identificação. |
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In-article video |
Vídeo exibido dentro do corpo da matéria, sem depender de conteúdo audiovisual do veículo. |
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Outstream |
Vídeo publicitário fora de um player de conteúdo, como em feed ou artigo. |
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Instream |
Vídeo publicitário exibido antes, durante ou depois de um conteúdo em vídeo. |
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CTV |
Publicidade em televisores conectados à internet. |
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DOOH |
Mídia exterior digital, com veiculação programável em telas físicas. |
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Rich media |
Formato com interação, expansão ou animação além do banner estático. |
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Vídeo vertical |
Peça em proporção 9:16, nativa do consumo em celular. |
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Social Extender |
Distribuição de criativos produzidos para redes sociais em veículos, via formatos IAB padrão. |
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Header bidding |
Tecnologia que permite a várias plataformas disputarem a mesma impressão simultaneamente. |
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Wrapper |
Camada que organiza e gerencia as chamadas de leilão no header bidding. |
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Lazy loading |
Carregamento do anúncio apenas quando ele se aproxima da área visível da tela. |
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Core Web Vitals |
Métricas de experiência de página que afetam viewability, receita e posicionamento. |
Perguntas frequentes (FAQ)
O que é mídia programática?
É a compra e venda automatizada de espaço publicitário digital em tempo real, feita por plataformas que conectam anunciantes e veículos e decidem cada impressão com base em dados.
Qual a diferença entre DSP e SSP?
A DSP é a plataforma do lado do comprador, usada pelo anunciante. A SSP é a plataforma do lado do vendedor, usada pelo veículo para ofertar seu inventário.
O que é ads.txt e para que serve?
É um arquivo público em que o veículo declara quem pode vender seu inventário e se essa relação é direta ou de revenda, o que ajuda o comprador a evitar inventário falsificado.
O que significa PMP?
Private Marketplace: um leilão privado, restrito a compradores convidados, com inventário identificado e preço mínimo negociado previamente.
O que é um site MFA?
É um site criado para gerar impressões publicitárias, com conteúdo de baixa qualidade e alta densidade de anúncios. Costuma ter CPM baixo e valor real quase nulo para a marca.
Qual a diferença entre brand safety e brand suitability?
Brand safety define o que é inadequado de forma geral. Brand suitability define o que é adequado para aquela marca específica, considerando categoria, contexto e momento.
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