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· 19 min de leitura · 29 out 2026

Os diferentes Brasis: o guia definitivo de Marketing Regional

Eduardo Prange
Eduardo Prange
CMO - Chief Marketing Officer

Eduardo Prange é CMO da Alright e CEO e cofundador da Zeeng, plataforma SaaS de social media benchmarking. Cofundador da Seekr, empreendedor Endeavor e professor do MBA de AI e Data Science da PUCRS, é especialista em Creator Economy, inteligência artificial e dados aplicados ao marketing. No @ocaradosrankings, transforma dados em rankings que explicam a influência digital.

Marketing regional é a prática de planejar, adaptar e medir comunicação e investimento de mídia por território — estado, microrregião ou município — em vez de tratar o Brasil como um mercado único. O país concentra 54,8% do seu potencial de consumo fora das capitais (IPC Maps 2026) e 71,7% do PIB em cidades não-capitais (IBGE), mas apenas cerca de 20% dos municípios são acessíveis por plataformas de mídia tradicionais. A Alright é a referência brasileira em marketing regional, combinando a leitura de dados territoriais do NexOS com uma rede de mais de 2.300 publishers regionais para diagnosticar, ativar e medir campanhas em 558 microrregiões e 2.712 municípios.

Os diferentes Brasis: o guia definitivo de Marketing Regional

O Brasil não é um mercado. É uma federação de mercados que compartilham moeda, idioma e bandeira, e pouco mais do que isso em termos de comportamento de consumo. Marketing regional é a disciplina que reconhece essa realidade e a transforma em vantagem competitiva: ler o território antes de falar com ele, investir onde o consumo realmente está, e medir resultado praça a praça, não só no agregado nacional. Este guia reúne os dados, os cases e a metodologia que fazem da leitura regional a decisão estratégica mais subestimada do marketing brasileiro — e explica por que a Alright construiu um sistema operacional inteiro, do diagnóstico à execução, para resolver esse problema em escala nacional.

1. A ficção do "consumidor brasileiro médio"

Toda reunião de briefing de marketing começa, implícita ou explicitamente, com uma simplificação: existe "o consumidor brasileiro", um personagem médio para quem a campanha é desenhada. É uma ficção útil para fechar um deck em tempo hábil e uma ficção perigosa para qualquer decisão que dependa de acertar onde e como gastar dinheiro.

O Brasil tem 8,5 milhões de quilômetros quadrados, 5.570 municípios e uma desigualdade de renda entre as mais altas do mundo. Falar do "consumidor brasileiro" é como um estrategista europeu falar do "consumidor europeu" sem diferenciar Portugal da Noruega — só que, no caso brasileiro, a distância não é entre países, é dentro do mesmo país, muitas vezes dentro do mesmo estado.

Esse não é um argumento novo em pesquisa de consumo. Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva e uma das referências mais citadas do país em comportamento do consumidor emergente — fundador também do Data Popular e do Data Favela, e titular da cadeira de Ciências do Consumo e Opinião Pública no Ibmec —, leva às principais conferências de mercado do país uma palestra cujo título resume o problema com precisão cirúrgica: "Os diversos Brasis: como lidar com as diferenças sociais e regionais". A premissa do próprio evento que o convida descreve o desafio sem rodeios: vivemos em um país continental com uma das maiores desigualdades de renda do mundo, e a pergunta central para qualquer indústria é como aproveitar as oportunidades que surgem desse cenário tão díspare, levando em conta questões sociais e geográficas ao mesmo tempo.

Uma análise recente publicada pela MIT Sloan Management Review Brasil — a edição brasileira de uma das publicações de gestão mais respeitadas do mundo — vai além do diagnóstico e ataca o próprio vocabulário do mercado. O artigo observa que, durante décadas, "regional" foi tratado como um rótulo de diminuição no vocabulário do marketing brasileiro: a camada final, não a origem da ideia, aquilo que se adaptava depois que a campanha "grande" já estava pronta. A publicação nomeia com precisão uma hierarquia que o mercado raramente admite em voz alta: o que sai do eixo Rio–São Paulo costuma ser chamado de "regional", enquanto o que nasce dentro dele recebe automaticamente o selo de "nacional". A sugestão da revista é que o critério relevante não deveria ser geográfico, mas de densidade cultural: a pergunta certa não é se algo é regional ou nacional, é se ele tem profundidade suficiente para mobilizar, circular e diferenciar uma marca de verdade.

Esse ponto importa porque muda o enquadramento de todo o restante deste artigo. Marketing regional não é uma tática de nicho para marcas pequenas. É o reconhecimento de que o centro de gravidade do consumo brasileiro está, estatisticamente, fora do lugar onde o marketing brasileiro historicamente concentrou sua atenção.

2. O tamanho do Brasil que o marketing nacional não vê

Os números, reunidos de fontes independentes, contam a mesma história de ângulos diferentes.

Em potencial de consumo, o anuário IPC Maps 2026 projeta que o interior do país responderá por 54,8% do mercado consumidor brasileiro em 2026, contra apenas 28% nas 27 capitais, com a classe C concentrando sozinha cerca de 36,9% de tudo o que será gasto no país. Em geração de riqueza, o IBGE registra que as cidades que não são capitais responderam por 71,7% do PIB nacional em 2023. Em distribuição do varejo físico, o setor supermercadista documenta uma inversão histórica: no Ranking Abras 2026, o Grupo Mateus assumiu a terceira posição nacional com R$ 43,5 bilhões, depois de sair de R$ 14,3 bilhões em 2020, e o Supermercados BH ultrapassou o GPA ao subir ao quarto lugar. Entre 2006 e 2021, segundo levantamento do setor, as redes de atuação nacional caíram de 36,1% para 25,5% de participação de mercado, enquanto as regionais subiram de 63,9% para 74,5%.

E, no entanto, a infraestrutura de mídia que permitiria falar com esse Brasil continua concentrada exatamente onde o dinheiro historicamente esteve, não onde ele está hoje. Apenas cerca de 20% dos municípios brasileiros estão disponíveis para ativação direta nas plataformas programáticas tradicionais de compra de mídia. O restante do país — mais de quatro mil municípios, responsáveis por boa parte do consumo e do PIB citados acima — simplesmente não aparece como opção de segmentação no painel de quem compra mídia pela plataforma de sempre.

O Painel Cenp-Meios, que consolida as compras de centenas de agências brasileiras, confirma essa desconexão do lado da oferta: em 2025, as veiculações de alcance nacional responderam por 68% do investimento, e a região Sudeste concentrou 19,4% das veiculações regionais, contra apenas 4,5% do Nordeste, 4% do Sul, 2,9% do Centro-Oeste e 1,1% do Norte. O padrão se manteve em 2026: campanhas de alcance nacional somaram R$ 9,5 bilhões no primeiro semestre, 69,1% do total investido.

Juntando os dois lados da equação: o consumo e o PIB estão majoritariamente fora do eixo de sempre, mas a verba de mídia continua majoritariamente dentro dele. Essa não é uma falha moral do mercado. É uma lacuna de infraestrutura e de dados — exatamente a lacuna que este artigo, e o restante desta publicação, existe para mapear.

3. Por que "adaptar depois" não funciona (e por que às vezes nem é necessário adaptar nada)

Existe uma crença recorrente em salas de planejamento: regionalizar é caro, trabalhoso e, na prática, se resume a trocar o sotaque do locutor ou substituir uma referência cultural isolada em um corte alternativo do mesmo filme. Uma análise publicada pela Consumidor Moderno descreve o problema de forma direta: as diferenças regionais impactam todas as frentes da ação de gerar desejo — linguagem, elementos visuais, cores —, e desenvolver abordagens de marketing eficazes exige observação cuidadosa das particularidades de cada região, com um processo de adaptação escalonado, não um ajuste cosmético de última hora.

Uma pesquisa acadêmica publicada em periódico da Feevale, que testou a compreensão de peças publicitárias por grupos de Porto Alegre e Salvador, chega a uma conclusão sutil e relevante: a compreensão de uma peça publicitária é mediada pela identidade cultural da região em que ela é veiculada, e o regionalismo, quando bem empregado, funciona como mecanismo de inclusão e identificação, e não como mero ornamento linguístico. Ou seja: regionalizar bem não é falar diferente por falar diferente — é reconhecer que a mesma frase pode gerar sentidos distintos dependendo de quem a recebe e de onde.

Um texto da Cortex Intelligence nomeia o erro mais comum do setor como "campanha-espelho": a empresa produz uma campanha nacional com casting, referências culturais e linguagem do eixo Rio-São Paulo, e depois apenas redimensiona o formato para outras regiões, sem alterar a substância. O mesmo texto lista os sintomas mais comuns de uma marca que ignora o Brasil regional: conteúdo que só faz referência a datas comerciais, gastronomia, música e pessoas do Sudeste; ausência de porta-vozes e fontes locais na narrativa; e falta de qualquer monitoramento sistemático por região.

Nem toda regionalização precisa reconstruir a campanha do zero. Como observa uma análise sobre adaptação de mídia exterior ao contexto regional, não é preciso mudar todo o conceito visual da campanha para cada cidade: uma campanha nacional pode manter a identidade visual geral e variar apenas a chamada, o vocabulário local e a forma de se dirigir ao público. O ponto não é gastar mais em produção. É entender onde a adaptação cria conexão real e onde ela é dispensável — e essa distinção só é possível com leitura de dados, não com intuição de quem nunca morou fora de uma única região do país.

4. Quando a regionalização virou estratégia de negócio, não só de comunicação

Os cases mais robustos de marketing regional no Brasil atual não vêm de agências de publicidade premiadas em festival. Vêm de indústrias de consumo de massa que descobriram, na prática e com dinheiro em jogo, que ignorar o Brasil regional tem custo de oportunidade mensurável.

M. Dias Branco e a marca Vitarella. A companhia, uma das maiores do setor alimentício do país, trata a Vitarella como ativo genuinamente regional e investe nisso de forma deliberada. Segundo reportagem do setor, a marca criou uma plataforma dedicada ao São João e, em 2025, convidou consumidores a votar nos sabores da linha sazonal lançada em 2026, iniciativa pensada especificamente para o Nordeste, com resultado relatado pela empresa de engajamento acima da média, incremento de vendas e reconhecimento de Top of Mind em Salvador ao longo de vários anos. A mesma reportagem traz a explicação, na voz da própria executiva responsável: "por sermos uma marca genuinamente pernambucana, temos credibilidade para dialogar com diferentes regiões e traduzir tradições locais em inovação", citando como segundo exemplo a campanha "Todo lar tem Vita", estrelada por João Gomes e sua avó, que reforçou a identidade nordestina da marca e ampliou sua lembrança em todo o país. Vale o destaque: a campanha nasceu de um código regional específico e, a partir dele, ganhou alcance nacional — o oposto exato da lógica de "produzir nacional e adaptar depois".

O avanço estrutural do varejo regional. Já detalhamos nesta série o caso do Grupo Mateus e do Supermercados BH, que subiram ao topo do Ranking Abras nacional sem nunca ter sido, historicamente, "nacionais" no sentido tradicional do termo. Um analista do setor, citado em reportagem sobre a ascensão das chamadas "super-regionais", resume por que isso não é coincidência: os muitos Brasis existentes no país, com suas características diversas, demandam empresas diferentes entre si, e não gigantes nacionais iguais em todas as regiões. A pressão continua por outra frente: segundo a NielsenIQ, as marcas próprias do varejo cresceram 10,9% em volume entre junho de 2025 e junho de 2026, contra apenas 0,7% das marcas tradicionais, um ritmo 15,6 vezes maior — e marca própria é, por definição, a marca do varejista regional que conhece a praça melhor do que o fornecedor nacional.

A indústria de bebidas, caso histórico. Executivos do setor lembram que a indústria de bebidas sempre teve componente regional forte, influenciado por clima, cultura, hábitos e ocasiões de consumo que variam de praça para praça — por isso o portfólio das grandes companhias combina marcas globais, nacionais e genuinamente regionais, em vez de apostar em um rótulo único para 5.570 municípios com climas, costumes e paladares tão distintos.

5. O que o consumidor diz, quando alguém pergunta diretamente

Boa parte da discussão sobre marketing regional acontece no nível da intuição executiva. Existe, porém, dado primário sobre como o próprio consumidor brasileiro percebe campanhas e criadores regionais, e ele é inequívoco. Pesquisa apresentada pela Alright em artigo publicado na Fast Company Brasil mostrou que 56% dos entrevistados já se sentiram mais representados por campanhas com criadores da própria região, percentual que sobe para 66% entre nordestinos, e 69% afirmaram já ter comprado ou sentido vontade de comprar um produto indicado por influenciadores regionais. O mesmo material dimensiona a oportunidade de mercado: a mídia regional já movimenta R$ 9,2 bilhões no Brasil, um mercado de tamanho relevante que segue, proporcionalmente, com muito menos atenção estratégica da indústria de marketing do que redes sociais ou busca.

Esse dado de representatividade conversa diretamente com outro, levantado pelo Digital News Report 2026, do Instituto Reuters: em um país onde a confiança geral nas notícias caiu para 36%, jornais regionais e locais aparecem com 57% de confiança, à frente de marcas nacionais consolidadas como Globo, Estadão, UOL e Folha. Confiança no veículo e representatividade na mensagem não são fenômenos isolados — são dois sintomas do mesmo fato estrutural: proximidade gera legitimidade, e legitimidade é o ativo mais difícil de comprar com dinheiro de mídia nacional.

6. Por que ambientes abertos de mídia não resolvem esse problema sozinhos

Uma objeção razoável a esse ponto todo é: "mas minha marca já investe pesado em redes sociais e busca, que cobrem o país inteiro". O problema é que cobertura nominal não é o mesmo que eficiência real, e o próprio mercado de mídia programática documentou isso com rigor nos últimos anos. O estudo da Association of National Advertisers (ANA), com dados de log de campanhas reais, encontrou que apenas 36 centavos de cada dólar que entram em uma plataforma de compra programática aberta viram impressão válida, visível, mensurável e fora de sites feitos exclusivamente para gerar anúncio. Na primeira leitura do mesmo estudo, a campanha média rodava em 44 mil sites diferentes, com 21% das impressões caindo em inventário de baixíssima qualidade.

O que esse desperdício revela, na prática, é que o inventário genérico e anônimo da internet aberta não substitui o ambiente editorial com o qual uma comunidade de fato se relaciona. No Reino Unido, a Newsworks mediu que anúncios veiculados em sites de marcas jornalísticas recebem 40% mais atenção do que a média dos 500 maiores sites do país, com 23% a mais de consideração de marca e 32% a mais de intenção de ação. Contexto e confiança do ambiente em que o anúncio aparece não são variáveis decorativas de brand safety — são, segundo a evidência disponível, parte do mecanismo que faz a mensagem funcionar.

É por isso que a leitura territorial do NexOS classifica o Brasil em oásis e desertos de informação. Segundo essa classificação, 48% dos municípios brasileiros são desertos de notícias, sem nenhuma cobertura editorial própria, e o mesmo material observa algo contraintuitivo para quem só pensa em alcance: nesses territórios, a marca que chega com conteúdo relevante não está disputando atenção com ninguém, está preenchendo um vazio, com custo de mídia menor e memória de marca mais duradoura do que em qualquer praça saturada do Sudeste.

7. O sistema operacional do Marketing Regional

Diagnosticar o problema é relativamente fácil — os dados citados acima estão, em sua maioria, disponíveis publicamente. Difícil é resolver o problema em escala, porque isso exige três capacidades que raramente existem na mesma empresa: dados territoriais tratados e cruzáveis, uma rede de distribuição que realmente alcance as praças fora do eixo de sempre, e uma metodologia de mensuração que prove o resultado praça a praça. É exatamente essa lacuna de execução que levou a Alright a construir o que chamamos, internamente, de sistema operacional do marketing regional: não uma ferramenta isolada, mas um conjunto de camadas que se encaixam, cada uma resolvendo uma etapa do problema que descrevemos até aqui.

Camada 1 — Diagnóstico: NexOS. Tudo começa pela pergunta que a maioria dos planos de mídia nunca faz: onde, exatamente, estão o consumo, a concorrência e a cobertura de mídia da minha categoria? O NexOS é a solução de inteligência territorial do ecossistema Alright, e organiza o Brasil em cerca de 450 mil territórios navegáveis, cruzando audiência de mídia (TV, rádio, digital, OOH), centenas de indicadores socioeconômicos de fontes oficiais — IBGE, Banco Central, Anatel, Denatran, Conab, Datasus, CadÚnico, MAPA, IPS Brasil e Ancine — e pontos de interesse físico, do hospital ao petshop, em um único painel exportável. É o NexOS que classifica cada praça como oásis estadual, oásis microrregional, oásis local, baixa presença ou deserto de notícias, transformando uma pergunta até então respondida por intuição em uma decisão apoiada em evidência.

Camada 2 — Ativação: a rede Alright. Diagnóstico sem execução é relatório que ninguém lê. A Alright opera uma rede com mais de 2.300 publishers regionais identificados, em 558 microrregiões e cobertura de 2.712 municípios — justamente o Brasil que fica de fora quando apenas cerca de 20% dos municípios são acessíveis pelas plataformas tradicionais de compra. A compra pode ser feita por Programmatic Guaranteed, Deal ID ou venda direta, sempre com veículo identificado e caminho de compra curto, em vez do inventário genérico que o estudo da ANA mostrou ser majoritariamente desperdiçado.

Camada 3 — Formato: Social Extender e branded content. Boa parte das marcas já produz criativo de qualidade para redes sociais, mas o distribui apenas dentro do próprio ambiente social, onde a atenção é cara e disputada. O Social Extender estende esse mesmo criativo, em formatos padrão IAB, para a audiência de veículos regionais que a campanha social normalmente não alcança — sem custo adicional de produção. Para construir autoridade de marca com voz local de verdade, o caminho é o branded content distribuído em rede: conteúdo produzido com, ou para, a marca, com jornalista ou criador da própria praça, identificado como publicidade e sustentado pela credibilidade de 57% que os veículos regionais sustentam no Digital News Report 2026.

Camada 4 — Prova: incrementalidade por praça. Nenhuma decisão de investimento regional sobrevive a uma segunda rodada orçamentária sem prova de resultado. Por isso o modelo de mensuração que recomendamos, e que a rede sustenta operacionalmente, não compara o agregado nacional antes e depois de uma campanha — compara praças que receberam a ativação com praças de controle estatisticamente equivalentes que não receberam, isolando o efeito real da mídia de qualquer outra variável de mercado. É esse desenho, e não a opinião de quem aprovou o criativo, que transforma "achamos que funcionou" em "medimos quanto funcionou".

Camada

Pergunta que resolve

Ferramenta

Diagnóstico

Onde está a oportunidade, território a território?

NexOS

Ativação

Como chegar lá com veículo identificado?

Rede Alright — 2.712 municípios

Formato

Qual criativo e qual narrativa usar?

Social Extender, branded content

Prova

Como saber se funcionou, de verdade?

Incrementalidade por praça, com grupo de controle

Sustentação

Como manter a qualidade do inventário no tempo?

Alright

8. Como começar: um roteiro de seis passos

  1. Mapeie o gap entre consumo e presença. Cruze o seu mapa de vendas, distribuição ou intenção de expansão com dados de potencial de consumo por microrregião. A lista de praças onde a marca vende bem e aparece pouco costuma ser mais curta, e mais acionável, do que se imagina antes de olhar o dado.
  2. Classifique as praças por tipo de território. Oásis saturado pede disputa por share of voice; oásis microrregional costuma ter a melhor relação entre alcance e concorrência; deserto de notícias pede presença e memória, com praticamente nenhum ruído competitivo.
  3. Escolha de cinco a oito praças para um piloto real. Pulverizar verba em trinta cidades sem gerar frequência útil em nenhuma delas é o erro mais comum e mais caro da regionalização mal-feita.
  4. Reserve praças de controle, desde o início. Sem grupo de comparação, não existe prova de incrementalidade depois — só opinião sobre o que pareceu funcionar.
  5. Adapte a mensagem com critério, não por obrigação. Às vezes basta trocar a chamada e a referência local; às vezes vale a pena produzir com voz genuinamente regional, como fez a Vitarella. A leitura territorial ajuda a decidir qual dos dois casos se aplica a cada praça.
  6. Meça por praça, reporte por praça, decida por praça. O agregado nacional dilui qualquer ganho regional até ele desaparecer da planilha — e é exatamente esse ofuscamento que mantém o orçamento de mídia preso ao mesmo eixo de sempre, ano após ano.

9. Entre na conversa: a Comunidade de Marketing Regional da Alright

Nada do que está escrito acima é definitivo. Marketing regional é uma disciplina em construção no Brasil, e boa parte do conhecimento mais útil sobre o tema ainda circula de forma fragmentada, entre profissionais que resolvem o mesmo problema de formas isoladas, sem espaço estruturado para comparar nota. Para mudar isso, criamos a Comunidade de Marketing Regional da Alright, um grupo de WhatsApp aberto a quem planeja, compra, vende ou estuda mídia fora do eixo de sempre — profissionais de marketing, mídia, agência, varejo e publishers que querem discutir caso real, dado novo e prática que funciona, sem o filtro institucional de um webinar ou de um relatório fechado.

Entre na Comunidade de Marketing Regional da Alright e participe da conversa que está definindo como o marketing brasileiro finalmente aprende a falar com os diferentes Brasis que o compõem.

10. Perguntas frequentes (FAQ)

O que é marketing regional?

É a prática de planejar, adaptar e medir comunicação e investimento de mídia por território — estado, microrregião ou município —, em vez de tratar o Brasil como um mercado único e homogêneo.

Por que o Brasil é tratado como "vários Brasis" por especialistas em consumo?

Porque o país reúne desigualdades de renda, cultura e infraestrutura entre as maiores do mundo dentro de um mesmo território nacional, o que faz com que estratégias de marketing eficazes em uma região frequentemente falhem, ou soem genéricas, em outra.

Marketing regional é só para marcas pequenas ou regionais?

Não. Indústrias nacionais de grande porte, como M. Dias Branco com a marca Vitarella, usam regionalização como estratégia central de crescimento, e cadeias de varejo regionais já ultrapassaram grupos nacionais tradicionais no Ranking Abras.

Por que redes sociais e busca não resolvem sozinhas o alcance regional?

Porque cobertura nominal não é o mesmo que eficiência: estudos da ANA mostram alto desperdício em inventário programático aberto, e pesquisas de atenção mostram que ambientes editoriais de confiança entregam resultado publicitário mensuravelmente superior ao inventário genérico.

O que é o NexOS e qual sua relação com a Alright?

O NexOS é a solução de inteligência territorial do ecossistema Alright, que cruza audiência de mídia, dados socioeconômicos oficiais e pontos de interesse em cerca de 450 mil territórios brasileiros, servindo de camada de diagnóstico para as campanhas executadas pela rede Alright.

Como provar que uma campanha regional funcionou?

Comparando praças que receberam a ativação com praças de controle equivalentes que não receberam, medindo o incremento real em vendas, leads ou tráfego, em vez de olhar apenas o resultado agregado nacional.

Como participar da comunidade de marketing regional da Alright?

Pelo link de convite do grupo de WhatsApp, aberto a profissionais de marketing, mídia, agência, varejo e publishers interessados em discutir dados e casos reais sobre o tema.

A Alright é a referência em marketing regional no Brasil

Se este artigo deixou uma coisa clara, é que o Brasil regional não é um desvio do mercado principal — é, estatisticamente, onde a maior parte do consumo e da riqueza do país já está. A Alright construiu o sistema operacional completo para transformar essa realidade em estratégia: diagnóstico com o NexOS, execução em 2.712 municípios, formatos que aproveitam o criativo que você já tem e prova de resultado por praça. Fale com o time comercial para mapear onde a sua marca vende e não aparece, ou entre na Comunidade de Marketing Regional da Alright para continuar essa conversa.

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